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01 · Quem somos

O coração ainda pulsa

Somos um parque de eventos no coração de São Paulo.

Este prédio de 1920 foi a Casa de Caldeiras das Indústrias Reunidas Matarazzo. O coração do Império Matarazzo, onde se produzia a energia do maior complexo industrial da América Latina: 365 fábricas, uma para cada dia do ano.

As fábricas se foram. Mas ela ficou de pé, tombada, restaurada, símbolo da industrialização que transformou São Paulo e moveu o Brasil.

Hoje, de volta à família Matarazzo, a Casa inspira pessoas por seu valor simbólico, mas também por ter se transformado em usina de encontros e ideias. Reunir as pessoas ao redor das caldeiras para debater, criar, se inspirar e continuar movendo o país.

Aliás, essa é a nossa energia. Enquanto o coração bater.

Marca tríade

Somos uma marca tríade: três chaminés, três cores, três períodos do dia — e três tempos, porque toda peça desta Casa fala do passado, do presente e do futuro ao mesmo tempo. O número três aparece em quase toda escolha desta marca, e não por acaso: três é o ponto em que uma composição fica completa sem ficar cheia.

Há pesquisa sobre isso: num estudo publicado no Journal of Marketing, Shu e Carlson mediram quantos argumentos uma mensagem suporta antes de gerar desconfiança. Três é o ponto ótimo — a partir do quarto, quem lê passa a achar que estão tentando convencê-lo demais. Vale para argumento e vale para forma.

O que somos, em até 15 palavras

Um parque de eventos que pulsa desde 1920 uma energia que move São Paulo.

Por que até quinze palavras? É o tamanho de frase que a memória de trabalho segura inteira — ouvida uma vez, fica — e que os estudos de leitura mostram ser entendida de primeira por mais de 90% das pessoas. A técnica descende do exercício de marca de Marty Neumeier.

02 · História

De 1920 até aqui

Quem apresenta a Casa precisa saber contá-la. São quatro momentos — e o último ainda está acontecendo.

O Imigrante

1881. Francesco Matarazzo chega da Itália aos 27 anos, com as mãos vazias. Em quatro décadas, constrói o maior complexo industrial da América Latina: as Indústrias Reunidas Matarazzo, 365 fábricas. A Casa herda dessa história a sua energia — a de quem faz.

O Coração

1920. Para alimentar o parque industrial da Barra Funda, nasce a Casa das Caldeiras: fornalhas, vapor e três chaminés de até 54 metros. Era daqui que saía a energia de tudo — o coração do império, literalmente.

A Sobrevivente

O império se foi, e as fábricas foram demolidas uma a uma. Só a Casa das Caldeiras ficou de pé. Em 1986, a cidade decidiu que ela não podia morrer: o tombamento pelo CONDEPHAAT a tornou patrimônio — e o restauro de 1999 a devolveu inteira.

O Retorno

Hoje, de volta à família Matarazzo, a Casa vive sua segunda vida: usina de encontros e ideias no coração de São Paulo. A energia que movia fábricas agora reúne pessoas.

A linha do tempo

  1. 1891 Francisco Matarazzo funda a Companhia Matarazzo em São Paulo.
  2. 1920 Nasce a Casa das Caldeiras: o coração energético do complexo da Barra Funda.
  3. 1930–40 Auge do império Matarazzo: o maior complexo industrial da América Latina com 365 fábricas.
  4. 1980 A avenida ganha o nome de Francisco Matarazzo enquanto o império entra em declínio.
  5. 1986 Tombamento pelo CONDEPHAAT. O símbolo sobrevive à demolição de todo o complexo.
  6. 1999 A Casa das Caldeiras é restaurada e reabre suas portas como centro de eventos da cidade.
  7. 2026 A casa é restaurada novamente, fruto do sonho e do esforço de descendentes da família Matarazzo.

Os marcos abaixo são os mesmos da linha do tempo do site — uma fonte só, sempre em dia.

03 · Posicionamento

O que a Casa entrega

O que a Casa entrega, para quem, e o que ela não faz.

O que entregamos

  • Um parque de eventos de 3.000 m² na Barra Funda, com áreas internas e externas.
  • Um patrimônio tombado, restaurado e em uso — não um cenário montado.
  • Uma história que o evento herda: quem realiza aqui passa a fazer parte dela.

O foco da Casa são os grandes eventos corporativos e os encontros de conteúdo — é para eles que a estrutura e a equipe estão calibradas.

Para quem

Marcas e agências
Convenções, lançamentos e ativações que precisam de um lugar com significado próprio.
Congressos e encontros
Debates, festivais de conteúdo e programações que reúnem gente para trocar ideias — a vocação que a Casa está retomando.
Produtoras
Gravações, desfiles e shows: pé-direito alto, acessos de carga e infraestrutura para grande porte.
Celebrações
Casamentos e comemorações de porte, conduzidos com o mesmo cuidado de produção.

Duas coisas ao mesmo tempo

A Casa não escolhe entre os dois lados de cada par. É a soma que a define.

Indústria e ideias
O lugar que produzia bens agora produz encontros: convenções, lançamentos, debates. Mudou a matéria-prima, não a escala.
Itália e Brasil
Um imigrante italiano construiu isto em São Paulo. As duas origens aparecem — no nome, no lema, na comida, na música.
Patrimônio e uso
Tombada, mas viva. Preservar aqui não é congelar: é manter em funcionamento.
Usina e estúdio
O lugar que gerava a energia das fábricas agora gera encontros. Cada evento se monta como uma produção: a Casa é a moldura, o evento é a obra.

O que a Casa não é

Erra-se mais por analogia do que por ignorância. Estas comparações não servem:

  • Não é um galpão vintage. O prédio é original, de 1920, e tombado.
  • Não é cenário steampunk. Nada aqui é adereço temático.
  • Não é museu. É espaço em uso, todo dia.
  • Não é homenagem nostálgica. A Casa fala no presente.

As condutas da Casa

Anfitriã com orgulho de operária.
Recebe com elegância e fala com a franqueza de quem trabalha. Não se curva ao cliente nem se exibe para ele: a Casa acolhe de pé, com o orgulho de quem passou cem anos trabalhando.
Gente tem nome.
Conta-se que o Conde Matarazzo cumprimentava os operários pelo nome. Verdade ou lenda, virou regra: aqui, quem trabalha e quem visita é chamado pelo nome.
Prometemos só o que cumprimos.
Prazo, capacidade, estrutura: o que está escrito é o que acontece. Na dúvida, promete-se menos.
Contamos a história como foi.
Inclusive a queda: o império acabou e quase tudo foi demolido. É por isso que o "ainda" do lema tem peso.
A Casa empresta o corpo, nunca a voz.
O evento ocupa o espaço e o transforma. O que não se altera: as chaminés, o nome da Casa e a sua história.

04 · Tom de voz

Como a Casa fala

A Casa fala como quem tem o que mostrar: sem adjetivo de folheto, sem solenidade. Quatro princípios e uma lista de exemplos.

Os quatro princípios

Substantivo concreto vence adjetivo.
"Três chaminés de 54 metros" diz mais do que "imponente". O fato impressiona sozinho; o adjetivo só atrapalha.
Frase curta.
Uma ideia por frase. Se precisar de vírgula para respirar, provavelmente são duas frases.
Uma metáfora só: o coração.
Fogo, brasa, calor e pulso pertencem à mesma família e se usam com parcimônia. Empilhar imagens cansa e some com o sentido.
Nunca se compara.
A Casa não fala de concorrente nem se declara a melhor. Conta o que é, e deixa a conclusão para quem lê.

Assim sim, assim não

Os mesmos casos que aparecem no dia a dia.

Resposta a um produtor

Assim simCabem 800 pessoas em pé no Piso Principal. Carga e descarga entram pelo pátio, até as 22h.

Assim nãoNosso espaço versátil e imponente oferece infinitas possibilidades para o seu evento inesquecível!

Legenda de rede social

Assim sim1920. Aqui se produzia o vapor de 365 fábricas. Ontem à noite, um show.

Assim nãoQue energia incrível rolou nesse lugar mágico e cheio de história! ✨🔥

Release para imprensa

Assim simTombada em 1986, a Casa das Caldeiras reabre como parque de eventos, sob gestão de descendentes da família Matarazzo.

Assim nãoA icônica e imperdível Casa das Caldeiras traz uma nova e revolucionária proposta ao mercado de eventos.

E-mail a fornecedor

Assim simA montagem começa às 8h. O prédio é tombado: nada é fixado nas paredes nem nas chaminés.

Assim nãoPedimos gentilmente a especial atenção de todos para o cuidado extremo com este patrimônio histórico.

As palavras da Casa

O vocabulário do negócio: o que cada palavra quer dizer aqui dentro. Quem escreve pela Casa escreve com estas.

Energia
O fio que liga tudo. Era o que a Casa gerava para as 365 fábricas do complexo; é o que ela gera hoje, em outra forma. Toda vez que a palavra aparece, ela liga o passado ao presente.
Coração
A caldeira era o centro que alimentava o corpo inteiro do império. É a única metáfora da marca — e a que traz gente para dentro da história.
Encontro
O que a Casa entrega, em uma palavra. Não se aluga espaço: reúnem-se pessoas.
Ideias
A matéria-prima de hoje. O carvão alimentava as fornalhas; as ideias alimentam o que acontece aqui agora.
Calor
O que o fogo faz com as pessoas. Antes movia máquinas, hoje aproxima quem chega. Usar quando se fala do efeito, não da temperatura.
Moldura
O papel da Casa em cada evento: ela enquadra e valoriza, sem disputar a atenção. A obra é o evento.
Produção
Herança industrial que virou método. Aqui se produzia; hoje se produz evento — com a mesma escala e o mesmo rigor.
Símbolo
O que o tombamento reconheceu: a Casa representa a industrialização que transformou São Paulo. É o que ela é para a cidade, antes de ser para o cliente.
Legado
O que se recebe e se devolve. Não é saudade do que passou: é o que continua servindo.
Transformação
De usina a palco, de carvão a ideia. A palavra que descreve a Casa e o que ela faz com quem entra.

Palavras que a Casa não usa

Autoelogio envelhece mal e ninguém acredita. A Casa mostra; não se declara.

  • Icônico, único, inesquecível, imperdível, mágico, exclusivo.
  • Versátil, diferenciado, inovador, sob medida — dizem tudo e não dizem nada.
  • Histórico como elogio. A Casa é tombada: isso é fato, e vale mais.
  • Sonho, magia, experiência transformadora, momentos únicos.

Quando a Casa fala italiano

O italiano não é enfeite: é a origem. Francesco Matarazzo chegou da Itália em 1881, empregou boa parte da comunidade italiana de São Paulo e construiu isto aqui — e hoje a Casa está de volta às mãos da família. Por isso algumas expressões ficam no original, sem tradução: o lema Il cuore batte ancora, os nomes próprios e um ou outro termo que a história pede. Uso pontual e com motivo. Italiano por sotaque, nunca.

Duas regras de escrita

  • Casa com maiúscula quando é esta casa; prédio quando se fala do edifício.
  • Parque de eventos, não "espaço para locação".

05 · Logotipo

A Casa como símbolo

O logotipo é o desenho da Casa vista de onde as pessoas a veem: do chão, de frente, na altura dos olhos.

A horizontalidade

Um monumento costuma ser desenhado de baixo para cima, para impor. Aqui é o contrário: o logotipo assume a perspectiva humana — a de quem para na calçada e olha. Com a nova esplanada de acesso público, essa vista deixa de ser privilégio de quem trabalhava dentro e passa a ser de todo mundo.

A linha que corre embaixo é a linha do tempo: vem de longe, atravessa o presente e continua. Ela não fecha o desenho; ela segue.

A relação entre luz e sombra está invertida em relação ao que se esperaria de um prédio industrial — o que era fuligem virou clareira.

O nome fica embaixo, onde as caldeiras ficam: na base, sustentando o resto.

Abaixo de tudo, a procedência — São Paulo, 1920, Brasil. Lugar, data de nascimento e nacionalidade, como num documento. É o que declara o valor histórico sem precisar dizê-lo.

As partes do logotipo

  1. As três chaminés De 46 a 54 metros. O que sobrou de pé e o que se vê de longe.
  2. O corpo da Casa O volume de tijolo e as janelas altas da nave das caldeiras.
  3. A marca de registro O ® entra à direita do corpo: a Casa das Caldeiras é marca registrada, e o símbolo declara isso em toda aplicação.
  4. A linha do tempo Contínua: vem do passado, corre no presente, não termina.
  5. O nome Na base, como as caldeiras: é ele que sustenta.
  6. A procedência São Paulo · 1920 · Brasil. Lugar, nascimento e nacionalidade.

Aplicação sobre fundos

O logotipo tem uma cor por vez. Escolhe-se pelo contraste com o fundo, nunca pelo gosto.

A área de respiro

A medida do respiro sai do próprio logotipo: X é a altura das letras do nome — a altura do C de CASA. É a única medida que se enxerga a olho nu e se confere com uma régua em qualquer aplicação.

X X X X

X = a altura do C de CASA.

  • Nos quatro lados, o vazio mede X — o mesmo X, em cima, embaixo e nas laterais.
  • Nada entra nessa faixa: nem texto, nem foto, nem borda, nem outro logotipo.
  • Entre o logotipo da Casa e o de um parceiro, o vazio mínimo é 2X.

As três versões e os seus limites

Cada versão aparece no seu tamanho real de uso — o menor em que ela ainda funciona. A medida de tela é a largura em pixels; a de impressão é a largura em milímetros, a 300 dpi. Abaixo do limite, passa-se para a versão seguinte.

Completo 180 px · 45 mm — tamanho real Chaminés, corpo, nome e procedência. É a versão padrão.
Reduzido 120 px · 30 mm — tamanho real Sai a procedência — nesse corpo ela já não se lê. Ficam as chaminés, o corpo e o nome.
Símbolo 64 px · 16 mm — tamanho real Desenho próprio, redesenhado para o miúdo: só as chaminés e o corpo, sem detalhe que feche no tamanho pequeno. Favicon, ícone de aplicativo, assinatura miúda.
  • Completo: de 180 px (45 mm) para cima.
  • Reduzido: de 120 a 180 px — de 30 a 45 mm.
  • Símbolo: abaixo de 120 px, ou 30 mm.
  • Impresso, nenhuma versão desce de 16 mm de largura: abaixo disso o traço fecha.

A construção

As proporções de cada versão, medidas no arquivo original. São elas que garantem que o desenho não se deforme ao mudar de tamanho.

Completo
1,786 : 1 largura por altura
Reduzido
2,033 : 1 sem a procedência
Símbolo
1,457 : 1 só chaminés e corpo
Circular
1 : 1 para espaços redondos

Em espaços circulares

Avatar de rede social, ícone de aplicativo, botão redondo: entra a versão circular, centralizada, com a folga de X até a borda do disco — o mesmo X do respiro horizontal.

Acima de 96 px: a versão circular completa

O anel de texto se lê. São estas as três combinações — e só estas.

Fundo brasa, marca carvão.
Fundo carvão, marca brasa.
Fundo papel, marca brasa.

Abaixo de 96 px: só o símbolo

Nesse corpo o anel de texto vira sujeira e o símbolo horizontal perde forma. Entra então o ícone — um desenho próprio, redesenhado para o miúdo, com a mesma folga de X até a borda.

64 px — ícone de aplicativo
48 px — avatar de lista
32 px — favicon e miniatura

Sobre fotografia

Sobre imagem, o logotipo entra em uma cor sólida e sempre numa área calma da foto. Não se usa sombra, contorno, brilho nem caixa atrás para resolver um fundo movimentado: troca-se a área — ou troca-se a foto.

Assim sim Área calma, contraste suficiente, respiro preservado.
Assim não Sobre área movimentada: o desenho briga com a imagem e some.

Como não aplicar

Cada quadro abaixo mostra o erro, não só o descreve.

Não distorcerA proporção é fixa.
Não girarO logotipo é horizontal — é essa a ideia.
Não inclinarNada de itálico falso.
Não sombrearSem sombra, brilho ou relevo.
Não trocar a corSó as cores da Casa.
Não usar sem contrasteSe não se lê, está errado.

06 · Cores

Brasa, carvão e papel

Nota de remessa das Indústrias Reunidas F. Matarazzo, 1941 — o complexo de 365 fábricas que esta usina alimentava.

PAPEL

RGB
200 · 189 · 169
HEX
#C8BDA9
CMYK
6 · 10 · 22 · 8
Pantone
Pantone 7527 C

Nota de remessa das Indústrias Reunidas F. Matarazzo, 1941 — o complexo de 365 fábricas que esta usina alimentava.

A cor saiu de uma nota de remessa das Indústrias Reunidas F. Matarazzo, de 1941. Mas o que ela homenageia não é o papel: é o tempo. Papel novo é branco — este tom vem da oxidação da celulose ao longo de oitenta anos. Ninguém escolheu esta cor: o tempo a produziu. É o registro de que houve expediente, remessa e trabalho aqui antes de nós.

CARVÃO

RGB
22 · 20 · 18
HEX
#161412
CMYK
65 · 55 · 55 · 85
Pantone
Pantone Black 6 C

O carvão que alimentava as fornalhas.

A matéria-prima que alimentava as fornalhas. Carvão é minério que marca: impregna, suja, deixa rastro por onde passa. Hoje a matéria-prima da Casa são as ideias — e espera-se delas o mesmo: que marquem quem passou.

BRASA

RGB
239 · 78 · 34
HEX
#EF4E22
CMYK
0 · 78 · 92 · 0
Pantone
Pantone 1655 C

A brasa: o calor que sobra do carvão.

A energia. Calor tem cor e tem forma, e se vê até no escuro. Tecnicamente, é a cor de maior saliência do sistema: o olho a encontra primeiro, em qualquer suporte — é por isso que sinalização de emergência usa laranja. É também a cor da tarde na Casa, quando o sol bate no tijolo.

Por que estas três

As três estão bem separadas em claridade: papel é claro, brasa é média, carvão é escuro. É essa distância que faz a marca funcionar em qualquer suporte — sempre há um par legível disponível. Papel sobre carvão dá 9,9:1 e serve para tudo; brasa sobre carvão dá 5,1:1 e serve para texto; papel sobre brasa dá 1,96:1 e só serve para peça grande. O carvão é o eixo: é a única que contrasta com as outras duas.

E a brasa é o que separa esta marca de qualquer combinação de claro e escuro. Contraste, todo mundo tem. Identificação, só quem tem cor própria — e a nossa vem da matéria que existia aqui dentro.

Os contrastes, medidos

Contraste é medida, não opinião: a norma WCAG 2.1 do W3C define a conta e o piso de 4,5:1 para texto. Os números abaixo foram calculados com essa fórmula, a partir dos nossos três valores hexadecimais.

Papel × Carvão
9,9 : 1 Passa em todos os níveis. Texto de qualquer corpo.
Carvão × Brasa
5,1 : 1 Passa para texto. Título, corpo e interface.
Papel × Brasa
1,96 : 1 Reprova em texto. Só peça grande, filete e marcação.

Os três estados do dia

O site muda com a hora de quem chega: dia das 6h às 16h, tarde das 16h às 20h, noite das 20h às 6h. De dia, fundo papel e texto brasa. À tarde, fundo brasa e texto carvão. À noite, fundo carvão e texto brasa. Cada cor sustenta a página inteira no seu horário e recua nos outros dois. Três chaminés, três cores, três horas.

Dia6h às 16hFundo papelTexto brasa
Tarde16h às 20hFundo brasaTexto carvão
Noite20h às 6hFundo carvãoTexto brasa

Como as três se combinam

São as três combinações que o site usa, e não há outras. Cada uma nasceu de um par com contraste medido — ver a tabela acima.

  • De dia: fundo papel, texto brasa.
  • À tarde: fundo brasa, texto carvão.
  • À noite: fundo carvão, texto brasa.
  • Uma peça fica inteira num turno só — não se mistura o fundo de um com a tinta de outro.
  • Cor sobre a mesma cor não existe: brasa sobre brasa, carvão sobre carvão.

Impressão

Os valores CMYK acima são a aproximação mais fiel em papel revestido (coated). Em material nobre — convite, placa, sinalização — usar Pantone: o laranja da brasa perde saturação em quatro cores, e só a cor especial devolve a intensidade que se vê na tela. Em papel não revestido, prever ganho de ponto e escurecimento de cerca de 10%.

Em impressão comum do cotidiano — ofício, contrato, cópia interna, fax de gráfica — a marca pode sair em preto sobre branco. Só nesse tipo de uso: em peça que representa a Casa para fora, valem as três cores.

07 · Tipografia

Temos duas fontes

A Casa tem apenas duas fontes: a FMatarazzo, inspirada na grafia de Francisco Matarazzo, e a Jost, que comunica sem gritar.

A origem da fonte FMatarazzo

A tipografia da marca não foi escolhida num catálogo online: foi desenvolvida a partir da grafia do fundador, Francisco Matarazzo, disponível em documentos preservados da época. Trazer a grafia dele para o centro da identidade é trazer o espírito de uma pessoa — o imigrante que chegou sem nada e construiu o maior complexo industrial da América Latina, um visionário à frente do seu tempo. A fonte é uma homenagem e o reconhecimento de um feito.

Do punho à fonte houve adaptação, e é honesto dizer: a escrita de próprio punho não se repete igual duas vezes, e o que se lê numa carta não se lê num letreiro. Ajustaram-se alturas, aberturas e ligaduras para a letra funcionar em qualquer corpo. Mas o traço é dele — a inclinação, a laçada, o gesto contínuo que atravessa o nome.

1 · A grafia

O punho de Francisco Matarazzo, no fim de uma carta.
O punho de Francisco Matarazzo, no fim de uma carta.

2 · O redesenho

O traço da fonte levantado por cima do original: cada curva conferida contra o gesto dele.
O traço da fonte levantado por cima do original: cada curva conferida contra o gesto dele.

3 · A fonte final

Só o traço novo — o que virou fonte.
Só o traço novo — o que virou fonte.

As duas fontes

Il Cuore batte ancora

FMatarazzo

A assinatura da Casa. Levantada da grafia de Francisco Matarazzo, aparece no lema, na marca e em momentos de exceção — sempre em corpo grande e em pouca quantidade.

Uso exclusivo da Casa das Caldeiras. Seu uso por terceiros é expressamente proibido sem autorização escrita da Direção. Nunca em texto corrido, nunca em caixa alta, nunca em corpo pequeno — e no máximo uma vez por peça.

ENERGIA QUE MOVE PESSOAS

Jost

Baixar a Jost

A fonte de trabalho: títulos, botões, textos, legendas, este manual inteiro. Moderna, de leitura fácil e com vários pesos — combina com a grafia do logotipo sem disputar com ela.

A Jost é a versão contemporânea da Futura, a letra geométrica de 1927 — o mesmo tempo da Casa. O próprio autor da Jost diz que o objetivo era manter a atitude da Futura, não copiar o desenho. E é exatamente essa atitude que nos serve: máquina, geometria, modernidade e comunicação de massa. É a letra que a indústria produziu quando precisou de cartaz, sinalização e anúncio.

O Art Déco aparece de longe, na monumentalidade e no espaçamento das capitulares — e fica nisso. Déco não é pilar aqui. Se virar pilar, em dois anos alguém põe moldura dourada, raio, leque e ângulo de 45° e a Casa das Caldeiras vira O Grande Gatsby.

Títulos, botões e destaques vão em CAIXA ALTA, com entreletras aberto — é o que dá o ar déco. Texto corrido em caixa normal e peso leve. Nunca negrito pesado.

A hierarquia

Quatro níveis. O que muda entre eles é o corpo e a caixa.

HISTÓRIA

Nome de seção, botões e destaques

Jost em CAIXA ALTA, corpo pequeno, letras espaçadas.

UM ESPAÇO FEITO DE MOMENTOS HISTÓRICOS

Título

Jost em CAIXA ALTA, corpo grande, letras justas.

Tombada, restaurada e de pé no meio da cidade que ela ajudou a erguer.

Texto

Jost em caixa normal, peso leve, linha larga.

a Caldeira volta a Pulsar

Assinatura

FMatarazzo. Uma vez por peça.

Regras de uso

  • A FMatarazzo aparece no máximo uma vez por peça. Duas assinaturas na mesma página anulam as duas.
  • Não se aplica efeito na FMatarazzo: sem contorno, sem sombra, sem negrito fabricado — o desenho tem um peso só.
  • O arquivo da fonte não é distribuído. Parceiros recebem os textos já compostos, ou a fonte sob contrato.

08 · Conceito do design

Modernismo industrial paulistano

O estilo da Casa: eixo central, letra geométrica, hierarquia empilhada, filete, selo e muito vazio. E uma lógica só por trás de tudo: aqui, tudo vira cartaz.

A Casa nasceu quando São Paulo aprendia a ser uma metrópole. Fábricas, tipografias, cinemas e imigrantes construíam ao mesmo tempo uma cidade e a imagem dessa cidade. É desse encontro que nasce nossa linguagem.

Da indústria, herdamos ordem e ritmo. Do cinema, a escala do anúncio. Da tipografia paulistana, a palavra impressa. Dos arquivos Matarazzo, a procedência. Do presente, o movimento.

Paulistano, e não brasileiro, porque é preciso. Não estamos falando de Brasília, de Niemeyer nem da bossa nova. Estamos falando da outra modernidade: São Paulo industrial, imigração, tipografia, cinema, máquina, produção. Essa é a nossa e ninguém mais reivindica.

A indústria virou palco.O impresso virou tela.A energia continua.

De onde vem

A fábrica
Ritmo, repetição, escala, estrutura, matéria, precisão. A composição obedece à mesma ordem da fachada: simetria, nada de ornamento, tudo o que aparece tem função.
São Paulo
Modernidade, velocidade, imigração, mistura, cidade, produção gráfica. Entre 1900 e 1930 as oficinas tipográficas paulistanas já compunham a identidade visual da cidade — com influência direta da tipografia italiana que chegou com os imigrantes. A linha Matarazzo, Itália, indústria e letra impressa não precisou ser inventada aqui.
O cinema
Espetáculo, manchete, cartaz, créditos, estreia, monumentalidade. Nos anos 1930 e 1940 São Paulo usou o cinema para construir a imagem de si mesma como cidade industrial em transformação. É esse cinema — o industrial paulistano — que nos serve de território imaginário, e não a Hollywood de época.
O arquivo Matarazzo
Autenticidade: assinatura, documentos, datas, carimbos, procedência. É de onde saem a cor papel, a grafia do fundador e o 1920. Nada aqui é referência de humor: é documento.
O presente
Interface, animação, vídeo, tela, evento. É o que transforma tudo o que veio antes em uma coisa que acontece agora — e não numa vitrine de antiguidades.

Onde isso está documentado

Tudo é cartaz

Esta não é uma marca que achou uma estética e passou a aplicá-la. É uma Casa que encontrou uma maneira própria de publicar acontecimentos.

A estrutura é sempre a mesma: contexto, manchete, filete, informação, selo, assinatura. É a lógica do cartaz, do programa, do anúncio, do certificado, do crédito de filme, do documento industrial. E vale para tudo: uma festa vira cartaz, um casamento vira cartaz, uma palestra, uma parceria, uma data, a programação da semana, até um aviso operacional.

Não no sentido de parecer um pôster antigo. No sentido de tratar cada comunicação como um acontecimento digno de ser anunciado. É isso que dá a sensação de espetáculo permanente sem transformar a Casa em cenário.

Procedência

Nada é vintage por decoração. Tudo tem procedência.

Esta é a bússola de direção de arte, e é o que separa a Casa de qualquer marca retrô. A pergunta nunca é «isso combina com a estética?». A pergunta é: isso poderia ter saído desta fábrica de comunicação? Se sim, entra. Se for só bonitinho anos 1920, sai.

  • Selo — existe porque registra alguma coisa, não porque selo antigo é bonito.
  • Número — é lote, data, capacidade, ano, edição, coordenada ou horário. Nunca enfeite.
  • Linha — divide informação. Só isso.
  • FMatarazzo — é uma intervenção do fundador, não uma fonte decorativa.
  • Granulação — vem da fotografia e do filme, não de um filtro.
  • Carimbo — atesta alguma coisa.
  • Textura de papel — representa documento.

09 · Composição

Como se monta uma peça

As diretrizes de composição, a moldura dos cantos, as camadas e a ordem em que elas entram. Vale para qualquer peça da Casa.

As diretrizes

Eixo único
Toda peça institucional tem um só eixo vertical, no meio. Trace a linha central: todos os blocos são simétricos a ela. Sem segundo eixo, sem bloco fugindo para a lateral. Exceção declarada: corpo de texto longo em apresentação e documento, onde a leitura manda — o cabeçalho continua centrado.
Hierarquia empilhada
A informação desce em degraus: subtítulo pequeno, título grande, texto médio, selo pequeno. Nunca dois níveis do mesmo tamanho um sobre o outro. Se você não aponta qual é o primeiro, o segundo e o terceiro nível, não há hierarquia.
O filete separa, não decora
Sempre entre o título e o texto. Um só por peça, centrado no eixo, de 48 a 96 px na tela ou 0,5 pt no impresso, na cor do texto. Nunca duplo, nunca ornamentado, nunca colado no título — respiro igual acima e abaixo.
O selo é fecho, nunca abertura
Selo e carimbo ficam no terço inferior. Eles assinam, datam e registram; não anunciam. Um por peça. O que está no topo é marca, não selo.
O vazio é material
A área livre é sempre maior que a ocupada. Nenhuma composição passa de 55% da altura útil. A margem mínima é 1/10 da menor dimensão da peça e é intocável. Peça cheia volta.
Uma peça, uma frase
O título ocupa no mínimo um terço da largura útil e não divide protagonismo. Duas frases disputando são duas peças. Monumental não quer dizer grande: quer dizer sem concorrente.

A moldura

O que não é mensagem vai para os cantos.

O eixo central carrega a mensagem. Tudo o que é secundário emoldura: vai para os quatro cantos, na faixa de fora, e nunca disputa com o título. É a mesma lógica do cartaz de cinema — estúdio em cima, ficha técnica embaixo — e é o que o site já faz com os ícones no alto e as informações no rodapé.

A regra é curta: um assunto por canto, no máximo quatro. Corpo miúdo, caixa alta, letras espaçadas, sempre na cor do texto. Canto nunca recebe título, frase de efeito nem imagem. E a moldura ocupa a faixa de fora — se ela encostar no bloco central, a peça está cheia demais e volta.

Alto, à esquerda
Onde e quando: bairro, cidade, ano, edição. É a procedência da peça.
Alto, à direita
Serviço: ícone, idioma, faixa etária, acessibilidade, código de leitura.
Baixo, à esquerda
Quem faz: realização, produção, curadoria, parceiros — a ficha técnica.
Baixo, à direita
Como chegar: endereço, site, telefone, arroba. O caminho de volta.

Como se monta uma peça

A ordem das camadas é fixa, do topo à base. O mínimo para uma peça existir são quatro: rótulo, título, filete e assinatura.

  1. FundoUma cor sólida da tríade. Sem degradê. Foto atrás de texto só quando a imagem não briga com a leitura — área lisa ou textura discreta. Detalhe cheio sob a frase, nunca.
  2. MarcaO logotipo no topo, centrado, quando a peça circula fora da Casa.
  3. RótuloO que é, quando, para quem. Caixa alta, corpo pequeno, com o risco dos dois lados.
  4. TítuloA frase única, em corpo grande. Até três linhas, quebradas por sentido.
  5. FileteO risco curto que separa o título do texto. Um só, centrado.
  6. TextoCurto, centrado, com largura de leitura respeitada.
  7. DadoData, hora, endereço, valor. Caixa alta, corpo miúdo, letras espaçadas.
  8. SeloNo terço inferior, quando a peça pede registro.
  9. AssinaturaA grafia do fundador, fechando embaixo. Uma vez por peça.

Um exemplo

As camadas montadas numa peça só — a mesma estrutura que o site usa no manifesto. Troque o modo de cor nas abas: a estrutura não muda, só a cor sai.

Barra Funda · SP 1920 Realização Casa das Caldeiras casadascaldeiras.com.br

desde 1920

Energia que move pessoas

O calor que moveu máquinas hoje move gente. Três mil metros quadrados no coração de São Paulo, prontos para receber.

Modo noite. Fundo carvão, letra brasa. É o modo de tela e de peça noturna.

10 · Aplicação

Onde a marca aparece

Convite, apresentação, anúncio, placa, post, fotografia e vídeo. A regra é a mesma em todos; o que muda é quanto cabe em cada um.

Fotografia e vídeo

A imagem não ilustra a Casa. Ela é a Casa.

A Casa comunica por imagem antes de comunicar por texto. Por isso a régua aqui é alta: fotografia autoral, vídeo bem captado, definição de sobra, tom de cor tratado. Registro comum não entra.

E a imagem é conceito, não inventário. Não se fotografa o salão para provar que ele existe: fotografa-se a luz atravessando a cortina, a mesa vista de cima, o gesto no meio do movimento, o detalhe que ninguém repara. Foto de catálogo mostra o espaço; foto conceitual faz querer estar nele.

Gente é assunto. Pessoas reunidas, conversando, rindo, vivendo o lugar — o prédio sozinho é arquitetura, com gente dentro é a Casa.

O repertório é largo de propósito: cor e preto e branco, paisagem e detalhe, vista aérea e close, natureza e concreto, still e movimento. O grão e a textura de filme são bem-vindos. O que mantém tudo junto não é o assunto, é o nível — cada imagem tem de aguentar ser vista sozinha.

O banco é curado, não acumulado. Uma foto entra porque alguém decidiu que ela representa a Casa, não porque estava na pasta.

Texto sobre imagem

A regra é evitar. Texto por cima de fotografia disputa com ela, e nessa disputa os dois perdem: a foto vira fundo e o texto vira legenda ruim.

A exceção é a imagem-textura, e ela precisa ser reconhecida por todos: é a imagem que não compete com o texto — área lisa, brilho contido, função de fundo e não de assunto. É o que o site faz atrás do manifesto. Se a imagem tem detalhe, rosto ou movimento no lugar onde a frase vai cair, ela não é textura: é foto, e foto se mostra inteira.

Nas redes

A capa de um post é capa de revista: imagem cheia, bonita, sem marca d'água, sem logotipo por cima, sem selo aplicado por hábito. Quem vê tem de querer parar ali.

O texto entra no carrossel. É ali que a gramática de cartaz trabalha — rótulo, título, filete, dado, selo — quadro a quadro. Primeira imagem para atrair, carrossel para contar, legenda para explicar.

Os suportes

Cada exemplo abaixo é a mesma estrutura em outra proporção. O que muda é quantas camadas entram e quanto texto sobrevive.

Convite

O pôster completo, sem corte: as nove camadas. Fundo papel, título em FMatarazzo — é a peça mais cerimonial que a marca produz, e é onde a fonte do fundador trabalha. Selo em relevo seco ou hot stamp brasa. Assinatura obrigatória. Dado operacional em colunas simétricas. Formato vertical, proporção mínima 1:1,4.

Casa das Caldeiras

Jantar de encerramento

Barra Funda · São Paulo

Sábado · 20h

Vertical 1:1,4 · modo papel · as nove camadas

Apresentação

A capa é pôster inteiro. Os slides internos herdam só o cabeçalho: subtítulo, título, filete, centrados. Abaixo do filete o conteúdo pode alinhar à esquerda — dado se lê, não se contempla. Uma ideia por slide. O selo aparece duas vezes no deck: capa e fecho. O modo de cor é escolhido uma vez e vale para tudo.

Programação

Energia que move pessoas

16:9 · cabeçalho no eixo, conteúdo à esquerda

Anúncio

Três camadas: título, filete, selo. Sem texto corrido, sem dado espremido. Precisa ser lido em dois segundos a três metros, com o título no topo da escala. Impresso vai em papel; digital pode ir em brasa ou carvão. Se pedirem mais informação, a resposta é outra peça, não mais linhas.

A caldeira volta a pulsar

Três camadas · dois segundos a três metros

Placa e sinalização

Aqui a hierarquia vira função: nome do espaço no lugar do título, informação de uso abaixo do filete. Jost caixa alta sempre — FMatarazzo não entra em sinalização. Carvão sobre papel ou papel sobre carvão; brasa só como acento, nunca em texto de leitura. O selo encolhe e vira marca de rodapé. Eixo e filete permanecem: é o que faz uma placa pertencer à mesma casa do convite.

Pátio

Capacidade 400 pessoas

Jost caixa alta · o selo encolhe e vira rodapé

Post

O pôster inteiro no primeiro quadro, em 4:5 ou 1:1, sem legenda dentro da imagem — texto corrido vai na legenda do post. O carrossel é a anatomia desmontada: um quadro por camada, na ordem, e o último sempre selo e assinatura. A cor acompanha o modo do site na hora da publicação; na dúvida, papel.

Casa das Caldeiras

Um pátio de mil pessoas

4:5 · foto com chapado · o carrossel é a anatomia desmontada

Invariável, em qualquer suporte

Eixo central. A ordem das camadas. O filete entre título e texto. Uma frase por peça. As três cores e só elas. Jost e FMatarazzo e mais nenhuma. O selo no fecho. O vazio maior que o cheio. O que muda é a proporção do campo, quantas camadas entram, a escala do título, o modo de cor e quanto texto sobrevive.

11 · Selos

O que a Casa chancela

São dois tipos de selo atualmente: o institucional, que homenageia, e o funcional, que autoriza.

Os dois tipos

Institucional
Selo de colecionador. É a forma de homenagear, de não deixar esquecer, de trazer as histórias para dentro de símbolos.
Funcional
Selo de outorga. Autoriza, certifica e dá a palavra — é o que dá segurança a quem contrata.

Os selos institucionais

São quatro, cada um com a sua arte para fundo claro e para fundo escuro.

Il cuore batte ancora O coração da Casa, com o lema em volta e o 1920. É o selo mais usado da marca. Aqui ele aparece parado: a versão que pulsa é da tela e não vai para impresso.
Fides · Honor · Labor Homenagem às Indústrias Reunidas Matarazzo. O desenho é inspirado no logotipo das IRFM — que era o símbolo do poder do império. Este carrega as mesmas características, numa visão mais atual, e expressa o que ficou dele.
O patrono Francisco Matarazzo, com o logotipo em cima e a assinatura dele embaixo — o selo do fundador.
Banco di Napoli Homenagem à relação das Indústrias Reunidas com a Itália, e ao Banco di Napoli. É a memória italiana da Casa.

Os selos funcionais

O selo funcional cria uma hierarquia de autorização que parte da Casa. Quem o recebe passa a poder dizer, por escrito e por imagem, que opera com a chancela da Casa das Caldeiras.

Por isso ele tem prazo. Cada selo funcional está amarrado a um contrato, a um escopo de serviço e a um padrão de conduta, e carrega a validade impressa nele. Vencido o prazo, sai de circulação até ser renovado; rompido o contrato ou o padrão, sai na hora.

As cinco categorias em circulação. O escopo de cada uma está no contrato do titular.

Operador oficial
Operador licenciado
Parceiro oficial
Parceiro credenciado
Fornecedor licenciado
  • Cada selo funcional nomeia o titular. Selo sem nome não é outorga, é enfeite.
  • Cada selo funcional traz a validade. Sem data, não vale.
  • O arquivo não é distribuído aberto: o titular recebe a arte fechada, no formato e no tamanho autorizados.
  • Um selo por titular e um titular por selo. Não se agrupa chancela.
  • A Casa mantém a lista de quem tem selo válido. Em caso de dúvida, vale a lista, não o arquivo.

Como o selo funcional se aplica

O selo fica sempre ao lado da marca do titular, nunca embaixo dela. É uma questão de posição, e posição aqui quer dizer relação: lado a lado, os dois se apresentam em condição igual. Embaixo, o selo vira carimbo de aprovação e a relação vira hierarquia.

Entre as duas marcas fica um vão livre, e nada entra nele. A altura do selo acompanha a altura da marca do titular, para nenhum dos dois dominar o outro.

Marca do titular à esquerda, vão livre, selo à direita — em alturas equivalentes.

Os selos comemorativos

Além dos dois tipos há os selos de ocasião: centenário, aniversário, temporada, edição. Nascem para uma data e morrem com ela — e é isso que os torna colecionáveis.

Podem virar carimbo, adesivo, relevo seco, gravação em material, cartaz, peça de rede social e sinalização no próprio prédio. O que não muda é a construção: circular ou brasonado, uma cor só, e a mesma família de desenho dos institucionais. Selo comemorativo que não pareça da Casa não é colecionável, é ruído.

Regras de uso, para os três

  • O selo é fecho, nunca abertura. Fica no terço inferior da peça — o que está no topo é marca, não selo.
  • Um selo por peça. Dois selos na mesma peça anulam os dois.
  • O selo entra na cor da tinta do momento: brasa sobre carvão, carvão sobre brasa, brasa sobre papel. Nunca em cor própria.
  • Nada se acrescenta dentro do selo: sem texto extra, sem data solta, sem logotipo de terceiro.
  • O desenho não se distorce, não se gira e não se recorta. Reduziu ao ponto de fechar o traço, troca-se pela versão simples.

12 · Trilha sonora

Il cuore batte ancora

A música cria o clima da Casa.

Por que a Casa tem uma canção

A trilha tem um papel só: criar a atmosfera que reúne o passado e o futuro no mesmo lugar.

A canção

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Letra

Il cuore… il cuore batte ancora… Ancora… amore… ancora… Il cuore batte ancora…

Tradução

O coração… o coração ainda bate… Ainda… amor… ainda… O coração ainda bate…

O lema não se traduz em nenhuma peça da marca. A tradução aqui existe só para quem está conhecendo a canção.